Quando falamos em expectativas, a palavra “frustração” quase que automaticamente vem à mente, né? E não é por acaso. Ter expectativa é quase uma garantia de que, em algum momento, vamos nos frustrar. Mas o quanto antes conseguirmos entender isso, menos nos decepcionaremos quando as coisas não saírem como queríamos.
Sei que na teoria parece simples, mas na prática é muito difícil não criar expectativas. Eu, por exemplo, preciso me policiar constantemente porque vivo idealizando situações. E quando elas não acontecem como imaginei, nossa…confesso que é difícil de superar.
Inclusive, escrever aqui no blog tem sido uma luta constante entre as minhas expectativas sobre ele e o que eu consigo, realmente, entregar.
Não sei se você se identifica, mas eu sofro com essa parte do processo: superar quando algo não dá certo e conseguir seguir em frente.
Minha mente se enche de questionamentos: por que não deu certo? O que eu fiz de errado? Será que não merecia que aquilo desse certo? Será que aquilo, realmente, não era para mim? São várias questões que passam pela minha cabeça, criando quase um processo de luto mesmo, sabe?
Ficar remoendo o que não aconteceu, deixa sempre uma lacuna na gente. A lacuna do “e se…”.

É difícil desapegar das nossas expectativas, da ideia que criamos de algo, porque nos prendemos na possibilidade. E é até sufocante pensar nisso, porque nunca saberemos como seria se desse certo. ~ Já me desculpo pela provável crise existencial que deixei em você~
Seria tão bom se tudo sempre desse certo, né? Quantas vezes já chorei por causa de uma oportunidade sobre a qual criei uma expectativa imensa e que acabou não se concretizando. Ou quando fiquei imaginando demais como tal situação seria absurdamente incrível, como eu seria incrível naquele momento… e acabou sendo o total oposto.

Mas o que quero deixar como reflexão é que é completamente normal criar expectativas. Faz parte de ser humano, a gente idealiza as coisas mesmo. Já parou para pensar que “pensar em algo” implica ter uma expectativa sobre ela? A “expectativa”, nada mais é que pensar no futuro em si.
O futuro é incerto, então cabe a nós imaginarmos como ele seria. E imaginar é criar expectativa.
O importante, então, é ter consciência de que as coisas nunca acontecem exatamente como imaginamos. É preciso se preparar para a possibilidade de frustração. Porém, a graça também está nisso, acredita?
Da mesma forma que podemos nos frustrar, também podemos nos surpreender positivamente quando as coisas saem do esperado. As situações podem ser muito melhores do que imaginávamos!
A regra é clara: quanto menos expectativas, mais espaço para surpresas e menos chances de frustração. Não é sobre parar de sonhar ou de ter esperanças, mas sim sobre encontrar o equilíbrio entre o que desejamos e o que realmente podemos controlar.
E você, my coconut sweetie, como lida com expectativas? Eu choro, mas também sigo em frente.




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